No dia 4 de outubro, o Brasil vai às urnas para escolher presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Mais do que escolher representantes, votar é exercer um direito de participação na vida coletiva.
Para quem vive a realidade sindical, democracia não é um conceito distante.
Participar não significa que a nossa posição sempre vencerá. Significa ter voz, ouvir posições diferentes, votar e, ao final, respeitar a decisão construída democraticamente.
Democracia não vale apenas quando o resultado nos agrada.
E por que conhecer as propostas dos candidatos para trabalhadores e servidores públicos importa? Porque eles podem apresentar posições diferentes sobre questões que chegam diretamente à nossa vida e ao nosso trabalho.
Por isso, coerência também faz parte da escolha.
Não adianta reclamar de jornadas excessivas sem conhecer a posição do candidato sobre a escala 6×1.
Não adianta defender o serviço público sem saber o que ele propõe sobre privatizações e terceirizações.
Não adianta defender concursos, carreira e estabilidade sem conhecer suas propostas para a administração pública.
Não adianta se preocupar com a aposentadoria sem observar o que ele defende para a Previdência.
Não adianta reivindicar valorização salarial sem conhecer suas propostas para salários e para a política de valorização do salário mínimo.
Não se trata de dizer qual posição é a correta ou em quem votar. Trata-se de saber o que está sendo escolhido junto com cada voto.
O sindicato não deve dizer em quem o servidor deve votar. Assim como o patrão, a chefia ou o governo não devem usar sua posição para direcionar essa escolha, o assédio no ambiente de trabalho é vedado pela legislação eleitoral.
Ninguém deve escolher por você. Mas conhecer as consequências das propostas também faz parte do exercício da cidadania.
Boa Eleição a todos!